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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A PREGUIÇA



''Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado." Provérbios 6:9-11.

Será que aquela moleza própria de segunda-feira, ou curtir a cama num domingo de chuva, sem a obrigação de trabalho, escola ou igreja é pecado? O bicho preguiça não caça animais, mas se alimenta apenas de folhas. Ela é seletiva. Não come qualquer folha. Sua única defesa consiste em camuflar-se entre as folhas nas copas das árvores. A postura natural da preguiça é invertida em relação aos outros animais. Ela precisa viver nos galhos, e não no chão. Fica pendurada e as mãos funcionam como ganchos e é por isso que sem florestas não há preguiças. Se não tiver um galho para pendurar entram em estresse. A lentidão dos movimentos, o longo período de inatividade e a forma de se locomoverem e a postura são algumas de suas características. Elas não bebem água, pois a água que precisam para viver é absorvida do próprio alimento, através das paredes intestinais durante o processo de digestão. É um animal dócil e indiferente ao que acontece ao seu redor. Porém observa tudo como se contemplasse a natureza. Conhece o perigo, mas não reage. Quando assustada, apega-se às pessoas ou às suas companheiras. As preguiças costumam dormir cerca de 14 horas por dia. Conforme a temperatura pode chegar ir até 16 horas.

Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado. " Provérbios 24:33-34
A preguiça consiste na indisposição para fazer qualquer esforço, na indolência, no ócio. A pessoa preguiçosa é um dos casos humanos mais lamentáveis que existem. Ela não se deixa inspirar por qualquer idéia; ameaças de nada adiantam para torná-la ativa. O preguiçoso não se envolve em qualquer ocupação, e olvida-se de qualquer propósito na vida. Com freqüência, o preguiçoso é apenas um parasita que pensa que outros precisam sustentá-lo. Ele se queixa quando suas acomodações não são de primeira classe, e critica a outros de egoísta quando não é servido como pensa que deveria ser. Quando algum trabalho precisa ser feito, ele se ausenta naquele dia. Mas, quando há qualquer festa e há alimentos gostosos em abundância, o preguiçoso está sempre presente. Foi justamente um deles, um profeta da ilha de Creta, quem disse: "Os cretenses só dizem mentiras. São como animais selvagens, são uns preguiçosos que só pensam em comida." Tito 1:12 (NTLH).
        
O doutor Champlin, disse que conhecia um homem com terrível tendência para a preguiça. Quando alguém lhe perguntou o motivo para isso, ele replicou que seu pai trabalhou muito na vida, e ele já nasceu cansado. O indivíduo preguiçoso nem se inspira por nada e nem inspira a outros. Paulo mostrava-se definidamente avesso à preguiça. Lemos em 2 Tessalonicenses 3:10

"Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma."  2 Tessalonicenses 3.10
Muitas pessoas têm dito coisas espirituosas sobre a preguiça e sobre pessoas preguiçosas:

"O ócio é apenas o refúgio das mentes fracas, o feriado dos insensatos" (Lord Chesterfield)
"A preguiça avança tão devagar que a pobreza não demora a alcançá-la" (Benjamim Franklin)
"Satanás acaba encontrando alguma coisa maléfica para as mãos preguiçosas fazerem" (Isaque Watts)
 A característica básica da preguiça pode ser encontrada em pessoas que freqüentemente adiam compromissos, decisões, projetos, mudanças, ou até simples afazeres rotineiros, comprometendo o resultado desejado, com a justificativa de que não houve tempo, ou que irá realizar outro dia, mas que na verdade, tentam ocultar uma insegurança exagerada em sua própria capacidade de agir. Utilizam-se do desânimo, esquecimento, como estratégia para fugir da necessidade de arregaçar as mangas e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida. É como se sentissem imobilizadas perante a vida. Algumas pessoas preguiçosas são forçadas a trabalhar, ou pela simples pressão social, ou, então, por grave necessidade econômica. O indivíduo preguiçoso chega tarde ao trabalho; sai cedo de seu emprego; faz longas interrupções somente para tomar o cafezinho; entrega-se muito à maledicência; goza os feriados um dia antes e um dia depois dos mesmos; acaba adoecendo de tanto comer, mas fica bom miraculosamente, quando alguém fala em levá-lo a passeio e participar de churrasco, ele é o primeiro, porque não terá de assar a carne.

"O preguiçoso não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser ele diligente. "  Provérbios 12:27.
O livro de Provérbios, que é o livro bíblico que mais alusões faz ao vício da preguiça, ou indolência, descreve o preguiçoso como indivíduo que gosta de dormir. O preguiçoso não cuida de suas propriedades, nem de suas plantações, pelo que também está sujeito a padecer fome, ao passo que o diligente ou trabalhador prospera e tem tudo em abundância. A condição do preguiçoso é tão lamentável que mesmo se tivesse alimentos, não levaria a comida até a boca. Vive descobrindo desculpas esfarrapadas para não fazer nada, como aqueles que dizem que há um leão solto nas ruas, o que impede de ir ao trabalho.
"Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas. " Provérbios 22:13.
Por essa razão, o preguiçoso não somente arruína a si mesmo, mas também causa prejuízos a quem ele tiver de prestar serviço.
"Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam."  Provérbios 10:26
Como podemos identificar o perfil de uma pessoa preguiçosa? Simples, ela possui as mesmas características do picho preguiça no qual descrevemos acima. A preguiça alimenta-se de folhas, pois fica mais fácil para ela. Ela se acomoda à árvore ou ao galho, e ali mesmo se alimenta. A pessoa preguiçosa se comporta da mesma forma: encosta-se nas pessoas e se aproveita do outro. Ela é interesseira e só se envolve com o que lhe traz vantagens pessoais e, ás vezes, nem isso. A pessoa preguiçosa se apega às pessoas, não por afetividade ou porque tem um grande coração e quer o bem-estar do outro, mas porque não consegue fazer as coisas e, por isso, depende de que alguém faça por ele. A pessoa que é o "galho" onde o preguiçoso fica dependurado acaba se irritando e, muitas vezes, surgem crises ou conflitos no relacionamento. A água é vida e o preguiçoso não sente necessidade de buscar vida no trabalho, nos relacionamentos, na própria vida. Contenta-se com o que tem e não possui aspirações maiores. Se as tem, não move um dedo para conquistá-las. Geralmente, é uma pessoa pobre internamente. Não tem nada para repartir com o outro.
"O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar. "  Provérbios 21:25
A preguiça não é apenas um dentre uma grande variedade de pecados, mas também é uma atitude que prejudica os próprios deveres do indivíduo para com Deus e para com o próximo. 

Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas. " Hebreus 6:11-12
Numa igreja é muito comum encontrar três grupos de pessoas: Os que trabalham (diligentes), os que não trabalham (preguiçosos) e os que dão trabalho (indolentes). De qual grupo você participa? Nunca podemos acusar um preguiçoso de inércia porque é tempo perdido. Ele vai alegar que não suporta ser cobrado, que as pessoas não o compreendem que não gosta de ser empurrado pelos outros etc. Muitas vezes se diz ao preguiçoso que ele é devagar mentalmente e que demora em decidir. Ele, então, responde justificando que não é isso, mas que ele é leal aos seus princípios, precisa pensar bastante, não toma decisões precipitadas. Essas e outras justificativas jamais admite que são desculpas. No final, os outros estão errados, e ele certo.
"Nunca mande um preguiçoso fazer alguma coisa; ele será tão irritante como vinagre nos dentes ou fumaça nos olhos."  Provérbios 10:26
A preguiça como tantas outras doenças são enfermidades da alma e precisam ser tratadas pela cruz. Existem doenças que estão relacionados no campo físico, ou seja, no exterior do ser humano e são doenças visíveis. Já as enfermidades da alma, estão mais no âmbito interior do ser humano e as suas manifestações costumam se exteriorizar em deformação do corpo. A maioria das doenças físicas são em decorrência do interior estar enfermo. Deixa-me citar algumas enfermidades da alma que muitas vezes aparecem no exterior de uma pessoa: O medo, ansiedade, preocupação, mentira, falta de concentração, vícios em pornografia, depressão, pânico e preguiça. Todos estes males são de dentro e transmiti doenças para o corpo. É uma anormalidade do coração enfermo como diz o profeta Isaías 1:5:
"Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. "  Isaías 1:5
Toda a humanidade já nasce com está deficiência no coração e não existe remédio que possa tratá-la senão a cruz de Cristo. A obra de salvação que Deus nos proporcionou foi plenamente perfeita, pois não só nos assegurou eterna redenção, como também a libertação de todas as nossas dores e enfermidades. A Bíblia nos afirma que fomos completamente sarados através do sacrifício que Jesus Cristo realizou naquela cruz.
"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."  Isaías 53:4-5.
"Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também."  João 5:17.
O verdadeiro cristão busca a santidade e, para isso, precisa estar sempre lendo e vivendo a Palavra e em comunhão com o Senhor na oração. Uma pessoa preguiçosa vai ter dificuldade para achar tempo para ler a bíblia e orar. Sempre vai encontrar desculpas que, segundo ela, são justificadas. E, ai, a corrida de obstáculos fica impossível de ser vencida. 
"Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado." 1 Coríntios 9:25 e 27.
pr. dr Flávio da Silva

ACONSELHAMENTO


Pare de Lutar Com Deus



         Abraão, Isaque e Jacó estão entre as pessoas mais importantes do Antigo Testamento. É preciso notar que esta importância não está baseada no caráter pessoal de cada um deles, mas no caráter de Deus. Estes homens conquistaram grande respeito e até mesmo temor de seus conhecidos. Eram ricos e poderosos, e, contudo, egoístas, capazes de mentir e enganar. Não se tratava de heróis perfeitos, como poderíamos esperar; ao contrário, eram pessoas como nós, tentando agradar a Deus mas sempre tropeçando.
         Jacó era o terceiro elo no plano de Deus para iniciar uma nação descendente de Abraão. O sucesso deste plano se deu mais "apesar de" do que "em razão da" vida de Jacó. Antes de Jacó nascer, Deus prometera que o plano se desenvolveria através dele, e não de seu irmão gêmeo, Esaú. Embora os métodos de Jacó nem sempre fossem respeitáveis, suas habilidades, determinação e paciência tinham de ser reconhecidos.
         A vida de Jacó possui quatro estágios, cada qual marcado por um encontro pessoal com Deus. No primeiro estágio, Jacó corresponde à expectativa de seu nome, que significa "ele agarra o calcanhar" (de forma figurada: "ele engana"). Ele agarrou o calcanhar de Esaú ao nascer e, quando fugiu de casa, também agarrou a bênção e a primogenitura do irmão. Durante sua fuga, Deus lhe apareceu no caminho, não apenas lhe confirmando a bênção, mas também despertando nele um conhecimento pessoal sobre si mesmo. No segundo estágio, Jacó experimentou a vida pelo outro ângulo ao ser manipulado e enganado por Labão.  Então ocorre uma mudança curiosa: o Jacó do primeiro estágio teria simplesmente abandonado Labão, porém o Jacó do estágio dois, após ter decidido partir, aguardou seis anos pela permissão de Deus.  No terceiro estágio, Jacó estava em um novo papel como agarrador. Desta vez, às margens do rio Jordão, ele agarrou-se com Deus e não queria deixá-lo partir. Ele percebeu sua dependência do Deus que continuara a abençoá-lo. Seu relacionamento com Deus tornou-se essencial para a sua vida, e seu nome foi mudado para Israel, que significa "ele luta com Deus". O último estágio da vida de Jacó foi ser agarrado - Deus realmente o segurou. Ao responder o convite de José para ir ao Egito, Jacó demonstrou claramente não querer tomar nenhuma decisão sem a aprovação de Deus.
         Você consegue lembrar-se de alguns momentos em que Deus se revelou a você? Você se permite encontrar a Deus enquanto estuda a sua Palavra? Que diferença essas experiências têm feito em sua vida? Você é mais parecido com o jovem Jacó, forçando Deus a seguí-lo no deserto de seus próprios planos e enganos? Ou você é mais parecido com o velho Jacó, que apresentou seus desejos e planos a Deus, buscando sua aprovação antes de tomar qualquer atitude?
         Agora vamos imaginar a seguinte cena: Um grupo de cristãos está sentado em volta de uma lareira, numa sala bem grande. Eles estão compartilhando testemunhos sobre suas jornadas espirituais. Um homem barbado fala sobre o vício nas drogas que lhe custou a família e os negócios. Ao chegar ao 
"fundo do poço", encontrou Jesus numa missão de recuperação de viciados. Com voz baixa, uma mulher bem vestida fala sobre um abuso sofrido no passado e como quase chegou a cometer suicídio. Encontrou Cristo através de um ministério com universitários. Sua vida nunca mais foi a mesma. Um senhor de idade conta como pegou uma Bíblia deixada pelos Gideões num quarto de hotel numa noite triste de uma solitária viagem de negócios.
         Toda jornada espiritual é única, e isso nem poderia ser diferente. Mas, embora cada um de nós tenha suas peculiaridades, todas as histórias de salvação compartilham de elementos comuns. Talvez seja por isso que todos nós nos identificamos com a conhecida história de Jacó, lutando com Deus (ver Gênesis, cap. 32).
         Jacó estava num ponto crítico de sua vida. Anos atrás tinha trapaceado seu irmão mais velho, roubando-lhe o direito e a bênção da primogenitura. Naquele momento, Esaú estava vindo ao seu encontro, trazendo consigo quatrocentos homens. Jacó temia pelo pior e, por isso, orou. Estava em pânico. Enviou uma porção de presentes para tentar acalmar os ânimos de Esaú, mas, ainda assim, estava assustado.
         Então, sozinho, no meio da noite, Jacó encontro um 
"homem", que não era um homem comum, mas divino (Gen 32.24,30).  O que exatamente aconteceu não está claro. As Escrituras simplesmente dizem que eles "lutaram" (Gen 32.24). O texto nos dá poucos esclarecimentos sobre essa luta divina - o suficiente para sabermos que foi dolorosa, agonizante e difícil. O homem estava inflexível, e Jacó foi persistente.  Quando tudo acabou, Jacó, ferido e cansado, era outro homem. Recebera um outro nome e andaria coxeando para o resto da sua vida. Cada passo dado a partir daquele momento até a sua morte seria uma lembrança do encontro com Deus no vau de Jaboque, o qual mudou a sua vida.
         Não é assim que a salvação chega a cada um de nós, quer no plano temporal, quer no espiritual? É típico do ser humano lutar para mudar as coisas, sem perceber que, no fundo, está lutando com o próprio Deus.  Essa luta não é sobre 
"coisas", mas está relacionada a aceitarmos ou não a vontade de Deus. À beira do desespero total, clamamos a Deus dizendo: "o que o Senhor realmente quer de mim?" A resposta de Deus é um gentil "eu quero apenas você".
         Mesmo então, deixar isso acontecer é uma coisa difícil. Lutamos, batemos, algumas vezes choramos. É comum terminarmos esse processo com cicatrizes do combate, lembranças eternas da forma como nos encontramos com Deus.  Mas quando finalmente entregamos completamente nossas vidas a Deus, somos transformados por Ele. Recebemos uma nova identidade, tornamo-nos filhos de Deus (João 1.12) e somos feitos novas criaturas (2Coríntios 5.17).
         A salvação é um dom gratuito de Deus, mas ela nem sempre vem de modo fácil. Às vezes, ela chega num encontro difícil com Deus, mas encontrar-se com Deus sempre traz uma recompensa: a bênção de uma vida tocada por Ele.
         Amigo, Deus não está assim tão longe de você, busque-O e terá a verdadeira vida.

*** FIQUE DE OLHO ABERTO ***



DIREITOS HUMANOS OU PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA??


PNDH-3 Você precisa saber o que é!
E disse Jesus: 'Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.' - (Marcos 13:9 e 13)


Fica proibido fazer:

· Cultos ou evangelismo na rua (Reforma Constitucional)
· Programas evangélicos na televisão por mais de uma hora por dia.
· Programa de rádio ou televisão, quem não possuir faculdade de 'jornalismo'.
· Pregar sobre dízimos e ofertas, havendo reclamações, obreiros serão presos.


Quanto aos cultos:

· Cultos somente com portas fechadas (Reforma Constitucional)
· As igrejas serão obrigadas a pagarem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.
· Será considerado crime pregar sobre espiritismo, feitiçaria e idolatria, e também veicular mensagem no rádio, televisão, jornais e internet, sobre essas práticas contrárias a Palavra de Deus.
· Pastores que forem presos por pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada (homossexualismo, idolatria e espiritismo), não terão direito a se defender por meio de ação judicial.


Se estabeleça:

· O dia do “Orgulho Gay” e que seja oficializado em todas as cidades brasileiras e comemorado nas Instituições de Ensino Fundamental (primeira a 8.a série), público e particular.
· Que as Igrejas que se negarem a realização das solenidades dos casamentos de homem com homem e de mulher com mulher, estarão fazendo “discriminação”, seja multadas e seus pastores processados criminalmente por descriminação e desobediência civil.


Projeto nº 4.720/03 - Altera a legislação constitucional



Projeto nº 3.331/04 – Altera o artigo 12 da Lei nº 9.250/95, que trata da legislação do imposto de renda das 'pessoas físicas'
Se convertidos em Lei, os dois projetos obrigariam as igrejas a recolherem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.


1. Projeto nº 299/99 – Altera o código brasileiro de telecomunicações (Lei 4.117/62).
Se aprovado, reduziria programas evangélicos no rádio e televisão a apenas uma hora.


2. Projeto nº 6.398/05 – Regulamenta a profissão de Jornalista
Contém artigos que estabelecem que só poderão fazer programas de rádio e televisão, pessoas com formação em JORNALISMO, Significa que pastores sem a formação em jornalismo não poderão fazer programas através desses meios.


3. Projeto nº 1.154/03 – Proíbe veiculação de programas em que o teor seja considerado preconceito religioso.
Se aprovado, será considerado crime pregar sobre idolatria, feitiçaria e rituais satânicos. Será proibido que mensagens sobre essas práticas sejam veiculadas no rádio, televisão, jornais e internet. A verdade sobre esses atos contrários a Palavra de Deus, não poderá mais ser mostrada.


4. Projeto nº 952/03 – Estabelece que é crime atos religiosos que possam ser considerados abusivos a boa-fé das pessoas.
Convertido em Lei, pelo número de reclamações, pastores serão considerados 'criminosos' por pregarem sobre dízimos e ofertas.


5. Projeto nº 4.270/04[/b] – Determina que comentários feitos contra ações praticadas por grupos religiosos possam ser passíveis de ação civil.
Se convertido em Lei, as Igrejas Evangélicas ficariam proibidas de pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada, como espiritismo, feitiçaria, idolatria e outras. Se o fizerem, não terão direito a se defender por meio de ação judicial.


6. Projeto de nº 216/04[/b] – Torna inelegível a função religiosa com a governamental.
Significa que todo pastor ou líder religioso lançado a candidaturas para qualquer cargo político, não poderá de forma alguma exercer trabalhos na igreja.


Não se deixe enganar a Grande Tribulação está a nossa porta. Faça a sua parte comunique estes fatos aos seus irmãos em Cristo. “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” - Ap. 2:10


Divulguem! Passe para igrejas que vocês conhecem, para que todos estejam cientes:


- Os sábios não devem colocar os injustos para governar sobre si.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós para não perdermos nossos direitos de proclamarmos a Palavra de Deus!
Dilma disse em Carta Aberta ao povo Evangélico, que irá deixar a critério do Congresso questões vitais, como Aborto e Uniões e Casamentos Homossexuais, etc.
Lembrem-se que ela enviou três vezes, seu projeto de Governo e três vezes ela mandou ALTERAR!


pr dr Flávio da Silva

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CRIAÇÃO DE FILHOS 1

FILHOS BEM SUCEDIDOS

Precisamos encarar os fatos: a família, o casamento e a educação de filhos têm passado por profundas transformações nos últimos anos. Homens, mulheres, pais e filhos estão sofrendo profundas crises de identidade. A conseqüência disso é que os lares e consequentemente a sociedade, pouco a pouco, tem-se transformado num ringue de lutas e incertezas.

Nossa cultura milita contra a convivência familiar comunitária.
O sociólogo francês Jacques Ellul fez uma avaliação muito séria e precisa sobre as razões porque a sociedade moderna está tão carente de “comunidade”. Ellul explica que tudo começou com a Queda, que afetou o projeto original de Deus que era um mundo em perfeita ordem e harmonia – esse é o motivo fundamental da falta de comunidade que enfrentamos hoje. Porém, a intimidade familiar conseguiu sobreviver como padrão através da maior parte da sociedade, até o advento da Revolução Industrial no século XVIII. Até esse momento as famílias trabalhavam juntas. Desde cedo os filhos imitavam os pais no trabalho e eram preparados para serem responsáveis com a continuidade da herança familiar. Com a revolução, em lugar de trabalhar no campo ou nos pequenos estabelecimentos comerciais com os filhos, o marido/pai começou a trabalhar noutros ambientes. Resultado: passou a voltar para casa tenso com as broncas do patrão, a viver mais tempo fora de casa e com estranhos do que com a família.
A situação se agravou mais quando durante a II guerra mundial (1939-1945) as mulheres também começaram a trabalhar fora de casa. Com o pai na fábrica, a mãe no escritório e os filhos na creche ou trabalhando em outros ambientes a dispersão tornou-se ainda maior. O ponto máximo da destruição da estrutura familiar aconteceu com a chegada da tecnologia.

Por exemplo: hoje cada um tem seu carro, cada um tem o seu celular. Em muitas casas, cada um tem a sua televisão. O fruto desse avanço é que não existe mais tempo para o diálogo. Os membros da família estão sempre cansados, tensos e isolados uns dos outros.

Diante desse quadro é quase que uma redundância perguntar sobre quem sofre o maior impacto dessa nova realidade familiar. Obviamente que são os filhos. Muitos deles são educados hoje por avós, babás ou monitoras de creche. Os pais são educadores à distância. Quando estão em casa com os filhos estes estão quase sempre cansados. Em muitos lares já não há quase nenhum vínculo emocional e afetivo entre pais e filhos.

Precisamos nos mobilizar e fazer alguma coisa. Mas, o quê?
O ideal seria reinventar a sociedade, mas isso é impossível. Há, porém, algo que está ao nosso alcance – podemos resgatar não os tempos que se foram, mas alguns valores perdidos, e nos conscientizarmos do nosso papel. Não precisamos voltar no tempo, mas trazer para o presente o que não deveríamos ter deixado lá atrás. Urge aos pais do século XXI saberem que brinquedos, roupas, calçados, computadores e outros produtos eletrônicos nunca suprirão as carências bio-psico-sócio-espirituais de uma criança.
Muitos deles tentam compensar aquilo que não são para os filhos, entupindo-os de presentes. Nossas crianças não precisam de festas de aniversário (embora esses gestos possuam seu valor); precisam de algo que o dinheiro não pode comprar: nosso afeto. Por mais que consigamos arrancar um sorriso de nossos filhos, essas coisas não formam o caráter de ninguém. Pelo contrário, em muitos casos, deformam.

Ouvi há algum tempo uma pequena parábola que quero compartilhar com você. Ela ilustra bem essa questão. Leia com atenção.

Certa mulher comprou um papagaio que segundo o dono da loja sabia falar vários idiomas. Levou-o para casa, mas ele não falou. De volta à loja ela foi informada de que se esquecera de comprar alguns “acessórios papagaíticos” necessários para a ave falar. Durante alguns dias o papagaio continuou em silêncio enquanto sua dona ia todos os dias à loja e comprava novos acessórios. Uma semana depois, após adquirir todos os badulaques que poderia, ela acordou de manhã e, finalmente ouviu o papagaio falar. Correu à sala, mas quando se aproximou da avezinha, ela já estava morta. Revoltada, telefonou para o dono da loja e disse: ‘Comprei todos os acessórios que o senhor mandou, e agora que o papagaio resolveu falar, morreu’. O comerciante curioso, perguntou: ‘Minha cara senhora, quais foram as últimas palavras do papagaio?’ E do outro lado da linha a mulher respondeu: ‘O papagaio disse: “E comida, vocês não vão me dar comida”?’

Muitos pais hoje estão agindo exatamente como essa senhora. Dão aos filhos todos os acessórios disponíveis no mercado, mas se esquecem do principal. Filhos precisam mesmo é de amor. Estão gastando quantias enormes, enquanto seguir as orientações de um único versículo bíblico fica bem mais barato. Sobre isso Paulo escreveu o seguinte:

“Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor”.

Efésios 6:4 (NVI)
Temos nessas poucas palavras as três maiores necessidades que um filho possui e, pasmem, Paulo não diz que é dinheiro, roupa de grife, viagem à Disney ou Beto Carreiro, cursos de inglês e informática...

Na orientação inspirada do apóstolo filhos bem-sucedidos são aqueles que têm, em primeiro lugar, pais e mães que vivem a vida comum do lar juntos. Observe o vocativo: “Pais”. Não apenas um – o pai ou a mãe – mas ambos. Sei que os teólogos discutem esse vocativo, mas fico com aqueles que aceitam aqui a figura dos dois e não apenas dos homens.

Na educação dos filhos a figura do pai é tão essencial quanto a da mãe. Um corpo não pode sobreviver sem coração e pulmão. Embora sejam órgãos distintos e nada semelhantes, um não pode manter a funcionalidade do corpo sem o outro.

Assim são os filhos. Eles precisam do papel da mãe, tanto quanto precisam do papel do pai. Esse regime estranho às Escrituras que os sociólogos chamam de “monoparental”, isto é, liderança familiar exercida por apenas uma pessoa, não supre todas as necessidades de afeto, modelo e firmeza que uma criança precisa. Embora vivamos num contexto social que nos obrigue a passar boa parte do tempo separados, precisamos encarar o fato de que somos indispensáveis na criação dos nossos filhos. Pais verdadeiros são aqueles que vivem a vida comum do lar, e este é um caminho que precisamos refazer com a devida urgência. Precisamos voltar a estar inseridos no contexto íntimo de nossa casa e a estarmos a par das pequenas coisas que compõem a complexa engrenagem familiar.

Em segundo lugar filhos bem-sucedidos são aqueles que têm na sua formação pais que possuem equilíbrio emocional, espiritual, moral e funcional. “Não irritem seus filhos”, isto é, não os deixe sem rumo, desesperados e desanimados. Nem é preciso dizer que isto só é possível onde há equilíbrio emocional, espiritual, moral e funcional. Quando os pais não possuem esse ponto de equilíbrio seus filhos sentem e apresentam em seus modos as mesmas precariedades dos pais. Segundo o psiquiatra e escritor Augusto Cury “um conflito psíquico sem tratamento e sem fundo genético, pode ser reproduzido espontaneamente em até três gerações”.

Pais emocionalmente desequilibrados podem tornar-se culpados de gerarem em seus filhos desordem e caos em todas as áreas de suas vidas.

William Hendriksen, gabaritado comentarista bíblico, apontou em seus escritos algumas formas pelas quais os pais podem tornar-se desequilibrados e consequentemente culpados desse erro, ao educar seus filhos; excesso de proteção é uma delas. Depois, favoritismo, desestímulo, anulação de identidade pessoal, negligência e o uso de palavras ásperas e crueldade físicas são outros apontamentos que ele garimpou.

Segundo dados estatísticos os filhos ouvem 20% do que os pais dizem e praticam 80% do que vêem seus eles fazerem. Eis aí uma boa razão para nos tornarmos exemplo para nossos rebentos.

Finalmente, filhos bem-sucedidos são aqueles que
 recebem de seus pais regras e orientações sempre claras e bem definidas. “Criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor”, conclui Paulo.
Educar filhos é capacitá-los para a vida. É dar a eles subsídios para que sobrevivam diante dos inúmeros desafios que a vida apresenta. Um dos erros mais graves que alguém com voz de comando pode cometer é não ser claro naquilo que pretende de seus comandados. Um comando mal explicado pode provocar catástrofes inigualáveis. Por isso, os pais precisam delimitar até onde se pode ir e o porque – o que é permitido ou não, o que se espera ou não se espera. Pense no que pode acontecer com seu filho se você omitir alguma informação importante para sua vida, ou passar alguma orientação errada. De acordo com o texto bíblico original o verbo criar, empregado no texto que estamos explorando, significa algo mais abrangente. Este é o mesmo verbo usado em Efésios 5:29 quando Paulo fala sobre “alimentar”. Dessa forma os pais devem alimentar seus filhos com instrução e conselho, isto é, nutri-los através de uma ação repetitiva e saudável, o que acontece mais de uma vez por dia. Leia mais sobre essa necessidade em Dt 6:6-7. A questão aqui não é alimentar e nutrir o corpo, mas a personalidade. Mas cuidado, não resolve alimentar com qualquer coisa. É preciso alimentar a criança com sabedoria, tranqüilidade e fundamentos sólidos embasados na Palavra de Deus.



pr dr Flávio da Silva

MINISTERIAL 9



O ESPINHO DE PAULO


Várias explicações sobre a natureza do espinho na carne de Paulo já foram dadas. Elas variam de tentação incessante, doença intratável ou crônica (tais como problemas no olho – Gálatas 4:15, malária, enxaquecas e epilepsia), a problemas de linguagem. Ninguém pode dizer por certo o que era, mas provavelmente era uma aflição física.
O que sabemos sobre esse espinho na carne é mencionado por Paulo em 2 Coríntios 12:7: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.” O seu propósito era para fazer com que Paulo permanecesse humilde. Qualquer pessoa que tivesse encontrado Jesus, falado com Ele ou sido enviado pessoalmente por Ele (Atos 9:2-8), ficaria, em seu estado natural, orgulhoso da sua experiência incrível. Acrescente a isso o fato de que Ele tinha sido guiado pelo Espírito Santo a escrever muito do Novo testamento, e é fácil ver como ele poderia ter se tornado orgulhoso e arrogante. Segundo, sabemos que a aflição veio de Satanás ou um de seus mensageiros. Assim como Deus permitiu que Satanás atormentasse a Jó (Jó 1:1-12), Deus permitiu que Satanás atormentasse Paulo para que Seu propósito e Sua vontade fossem executados.
É fácil compreender por que Paulo consideraria esse espinho como um atrapalho a um ministério mais efetivo e amplo (Gálatas 5:14-16) e por que ele pediu continuamente a Deus que o removesse de sua vida (2 Coríntios 12:8). No entanto, ele aprendeu dessa experiência a lição que influencia essa carta aos Coríntios: poder divino é melhor demonstrado quando no meio de fraqueza humana (2 Coríntios 4:7), para que apenas Deus receba o louvor e crédito (2 Coríntios 10:17). Ao invés de remover o problema, Deus o deu graça e força dentro da situação e através da mesma, e foi Ele quem declarou que sua graça é “suficiente”.

pr dr Flávio da Silva

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MINISTERIAL 8


A MULHER SAMARITANA, COCA-COLA E JESUS
Às vezes, a gente ouve certas coisas que não aceita, mas não sabe bem o porquê. Só depois de algum tempo entende. Não foi por mera antipatia que aquela mensagem não desceu bem. Recordo-me quando ouvi pela primeira vez o paralelo entre Jesus e a Coca-Cola. O pregador, inflamado de zelo e paixão missionária, afirmava que numa viagem ao interior do Haiti, sob uma temperatura de mais de 40 graus, sentiu-se aliviado quando parou num quiosque miserável feito de palha de coqueiros e pôde comprar uma garrafa do mais famoso refrigerante do mundo. Devidamente refeito depois de beber sua Coca geladinha, perguntou ao dono da venda se já ouvira falar de Jesus. Ele não sabia de quem se tratava. E o nosso palestrante fez sua analogia, tentando dar um choque na complacência da igreja ocidental: “A Coca-Cola conseguiu alcançar o mundo inteiro em menos de um século e a igreja cristã ainda não cumpriu a ordem da Grande Comissão em mais de 20 séculos!”. Depois daquela primeira exortação, já devo ter escutado essa mesma comparação uma dúzia de vezes em diversas conferências missionárias. Verdade ou tolice? Pior. Estou certo que essas ilustrações não são meros simplismos, nascem de grandes erros teológicos (ou ideológicos?).
Coca-Cola é uma bebida inventada na Geórgia, Estados Unidos, com uma fórmula secreta. Sabe-se que sua receita original continha alguns ingredientes também encontrados na cocaína, daí o seu nome. Seus fabricantes nunca intencionaram outro propósito senão matar a sede das pessoas. A The Coca-Cola Company não convoca ninguém a rever valores do caráter, não confronta estruturas de morte, não se propõe a aliviar culpa, não revela a eternidade e nem Deus. Para chegar aos quiosques mais remotos do globo, bastou criar um produto doce e gaseificado. Investir bilhões em boas estratégias de propaganda, construir fábricas e desenvolver uma boa rede de distribuição para que o produto chegasse com a mesma qualidade nos pontos de venda. Tentar comparar a missão da igreja no anúncio do Reino de Deus às estratégias de mercado de um refrigerante, beira o absurdo. Confunde-se um bem material com uma pessoa e enxerga-se na mensagem um produto. Os missiólogos sucumbiram à lógica do mercado do novo milênio? Acreditam mesmo que cumpriremos nossa missão com os instrumentais corporativos? Tudo pode se tornar um produto?
No Brasil, o esforça-se muito para “vender” o Evangelho. Quase não se usa a mídia para proclamar os conteúdos do Evangelho. Alardeiam-se os benefícios da fé. Basta observar a enormidade de tempo gasto divulgando os horários dos cultos, a eficácia da oração, mostrando que aquela igreja é melhor e que a sua mensagem é a mais forte para resolver todos os problemas das pessoas. Aborda-se o Evangelho como um produto eficaz e adota-se uma mentalidade empresarial no seu anúncio. Prometem-se enormes possibilidades. Tratam as pessoas como clientes e sem constrangimento, anuncia-se que qualquer um pode adquirir esse determinado benefício com um esforço mínimo. As igrejas se transformam em balcões de serviços religiosos ou supermercados da fé. A tendência de oferecer cultos diferenciados e as intermináveis campanhas de milagres demonstram bem esse espírito. Como um supermercado com as gôndolas recheadas de produtos, as igrejas procuram incrementar os “serviços” ao gosto dos fregueses. Os pastores dividem os dias da semana com programações atrativas; gastam suas energias desenvolvendo estratégias que atraiam o maior número de pessoas. Sonham com auditórios lotados. Campanhas, correntes e demonstrações grotescas de exorcismos e milagres financeiros se sucedem. As pessoas, por sua vez, se achegam, seduzidos pelas promoções das prateleiras eclesiásticas.
Esse modelo induz as pessoas a adorarem a Deus por aquilo que ele dá e não por quem é. Não se anuncia o senhorio de Cristo, apenas os benefícios da fé. Os crentes acabam tratando a Bíblia como um amuleto e, supersticiosos, continuam presos ao medo. Vive-se uma religião de consumo.
Mas existe outra dimensão ainda mais sutil. Naomi Klein, jornalista canadense, publicou recentemente “Sem Logo” (Editora Record) para denunciar a tirania das marcas em um planeta obcecado pelo consumo. Ela defende a tese de que a grandes corporações do mercado global não vendem apenas os seus produtos, mas a marca. Procuram criar uma filosofia de vida embutida em seus produtos. Desejam induzir seus consumidores a acreditarem que podem viver um determinado estilo de vida, desde que comprem aquela marca específica. Assim os fumantes de Marlboro imaginam personificar o “cowboy” solitário, mesmo morando em um apartamento. Quando atletas amadores vestem as roupas ou calçam os tênis da Nike, acham que se transformam em campeões. Gente que vive presa no trânsito apinhado das grandes metrópoles, ao dirigir jipes com tração nas quatro rodas, sente-se desbravando sertões. Klein declara: “’Marcas, não produtos!’ tornou-se o grito de guerra de um renascimento do marketing liderado por uma nova estirpe de empresas que se viam como ‘agentes de significado’ em vez de fabricantes de produtos. Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro artigo. A marca e a sua venda adquirem um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”.
Infelizmente percebe-se o mesmo em determinados círculos cristãos. Querem fazer do Evangelho uma grife. Como? Primeiro transforma-se um seleto grupo de evangelistas, cantores e pastores em superestrelas ao estilo de Hollywood. Depois associam seu nome a grandes eventos e dão-lhes o holofote. Ensinam-lhes habilidades espirituais acima da média. Assim produzem-se ícones semelhantes aos do mundo do entretenimento. Eles aglutinam multidões, vendem qualquer coisa e criam novas modas. A indústria fonográfica enriquece, os congressos se enchem, e os novos astros do mundo “gospel” alavancam suas igrejas.
Jesus dialogou com uma mulher samaritana e ofereceu-lhe uma água viva. A mulher imaginou essa água com raciocínios concretos. Pensou que ao beber, nunca mais teria sede. Uma água dessas hoje, devidamente comercializada, seria um tesouro sem preço. “Dá-me dessa água e assim nunca mais terei que voltar aqui”.
Jesus corrigiu sua linha de pensamento. A água que ele oferecia não era mágica, mas um relacionamento: filhos e filhas adorando ao Criador em espírito em verdade. Infelizmente muitos evangélicos brasileiros propagandeiam água mágica. Pretensamente matando a sede de qualquer um no estalar dos dedos.
O evangelho não é produto ou grife, volto a repetir, mas uma alvissareira notícia. Não deveria se escravizar às regras do mercado. Ricardo Mariano em sua tese de doutoramento concluiu, para a vergonha de tantas igrejas neo-pentecostais: “As concessões mágicas feitas pelas igrejas pentecostais às massas desafortunadas, por certo, não constituem tão-somente meras concessões… observa-se que a oferta pentecostal de serviços mágicos segue cada vez mais uma dinâmica empresarial, ditada pela férrea lógica do mercado religioso, que pressiona os diferentes concorrentes religiosos a acirrarem seu ativismo e a tornarem mais eficazes suas ações e estratégias evangelísticas”.
Essa mercadoria religiosa caricaturada de evangelho não representa o leito principal da tradição apostólica. A indústria que encena essa coreografia carismática de muito barulho e pouca eficácia, não conta com o aval de Deus. Há de se voltar ao anúncio doloroso do arrependimento como primeira atitude para os candidatos ao Reino. Não se pode, em nome de templos lotados, omitir a mensagem da cruz. Precisa-se repetir sem medo a mensagem de Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).
Se não voltarmos aos fundamentos do Evangelho, teremos sempre clientes religiosos, nunca seguidores de Cristo. Faremos proselitismo sem evangelizar. Aumentaremos nossa arrecadação sem denunciar pecados. Construiremos instituições humanas sem encarnação do Reino de Deus. E pior, continuaremos confundimos Jesus com Coca-Cola. No Maranhão há um refrigerante de grande sucesso com a marca Jesus. Entretanto, não se pode desejar alcançar o sucesso transformando Jesus numa soda e as igrejas em quiosques religiosos.
Que Deus tenha piedade de nós.
RICARDO GONDIN
Fonte: http://www.ricardogondim.com.br/